quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Ah! as férias, essas noites intermináveis...

Isto já é típico aqui no blog mas aqui vai: tenho mais uma reclamação a fazer! Definitivamente não me dou bem com as férias! Não as minhas, claro, mas as dos outros. O verão traz calor, mosquitos e emigrantes. Qual dos três aborrece-me mais? Todos eles, assim juntinhos. De noite então, nem se fala. 
Estava eu no sossego da minha cama, sem nada por cima de mim (entenda-se: lençóis ou colchas) quando sinto um zunzum. Sim, era um maldito mosquito que resolveu visitar a minha pessoa. Na impossibilidade de matar o dito cujo (o bicho é mais rápido!), puxo o lençol. Pronto! estou a transpirar por tudo quanto é poro mas ao menos estou livre do mosquito. Adormeço. Subitamente acordo com um barulho estranho. Um radio tocava às 3 da madrugada uma batida infernal e no meio desse ruído todo, um homem soltava os maiores impropérios à sua "amiga". O som vinha da casa ao lado, onde estão de férias os vizinhos residentes em terras de sua majestade. A dona da casa quando aqui chega, traz amigos. Põe o radio a tocar no máximo a altas horas, ouvimos sons de vidros a partir (garrafas e copos) e quando a bebedeira atinge o seu nível mais alto, desatam aos berros uns com os outros. Já escutei ameaças de morte, interrupções de namoro e palavrões. Ontem o dialogo era tão profundo quanto isto:
Ele: You're dead to me. I'm not dead to you but you are dead to me! (Tu morreste para mim. Eu não morri para ti mas tu morreste para mim)
Ela: (chorava e berrava coisas inaudíveis). 
Ele: You're gonna become fatter and uglier! (Tu vais ficar mais gorda e mais feia)
Ela: (palavrões de toda a espécie).
E isto vai durar semanas...

Agora imaginem o que é aturar calor, mosquitos e bêbados às tantas da manhã. Só na base do xanax mesmo...


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Critica literária: A culpa é das estrelas


SINOPSE:

Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente reescrita.

PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.


Opinião:

A história de Hazel e Augustus, poderia ser uma historia de amor de adolescentes como qualquer outra. O facto dos dois terem cancro (tipos de cancro diferentes), torna-a mais interessante e trágica. 
O livro mostra-nos a visão romântica mas também realista do amor. O amor que tem os dias contados mas que mesmo assim vale a pena ser vivido até ao ultimo dia. Afinal de contas, quantos relacionamentos acabam sem que um dos namorados morra? Será que vale a pena amar quando temos a certeza de que o fim está mais perto do que seria normal? 

O autor tem uma escrita simples e o livro lê-se rapidamente (eu li tudo no mesmo dia). Gostei da historia mas desejava que o final fosse diferente (no mundo da ficção tudo é possivel, não é verdade?). John Green preferiu mostrar as coisas como elas são: bonitas, feias, autenticas e tristes porque a vida é assim...

P.S- A sinopse e a imagem foram tiradas do site https://www.wook.pt/livro/a-culpa-e-das-estrelas-john-green/13927568

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Falta de respeito

Dois vizinhos aqui perto morreram recentemente. Os motivos foram diferentes, bem como as idades mas em comum aconteceu uma coisa: a total falta de respeito dos seus familiares. Digo isto porque no dia em que este ultimo vizinho morreu, a neta riu às gargalhadas. Ora, o homem estava acamado há alguns meses e consta que não estava no seu perfeito juízo mas chocou-me a falta de sensibilidade para com o seu familiar. No tempo em que o homem era activo, levava os netos à escola, fazia as compras e encarregava-se de prejudicar os vizinhos só para beneficiar a família. Quando ele adoeceu, tornou-se um problema e quando morreu, respiraram de alivio.
O outro vizinho deslocava-se ao continente para fazer tratamentos e era acompanhado da mulher. Quando ele morreu, ela foi vista às compras com o filho, a rir como se não tivesse acabado de enterrar o marido.
Choca-me o alivio e a falta de amor em relação aos que sofrem (e dão maçada). É que eu ainda sou do tempo em que os doentes eram amados e estimados pelos seus familiares mas hoje só vejo o oposto. Por isso, não é de espantar a quantidade de gente que vejo defender a eutanásia...

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Isto é muito estranho!

Para começar tenho de protestar contra estas novas modernices que andaram a implementar na net. A nova politica de privacidade veio dar dores de cabeça ao comum dos mortais porque agora é preciso aceitar a tal da politica em tudo quanto é site. E eu que sou apologista da lei do menor esforço, acho isto um tédio. 
Para ajudar à festa, já não recebo notificações sempre que tenho novos comentários e apesar de ter tentado de tudo, nada tem funcionado.* 
E por ultimo... alguém me explica como é que eu estou a ver uma novela, venho procurar coisas sobre determinado ator e mal escrevo a primeira letra, já aparece o nome completo? Que coisa! Se os cookies servem para guardar o nosso histórico das pesquisas, como é que eles agora conseguem entrar na nossa mente e descobrir o que estamos a pensar? Medoooo!

* Update da situação: após ler os vossos comentários, procurei na net e parece mesmo que a falha é geral. Muita gente reclama do mesmo e quando enviaram emails ao blogger, tiveram como resposta: "estamos a tratar do assunto". Vamos ver até quando!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Eutanásia?

Os partidos de esquerda (exceto PCP) lançaram a proposta para aprovação da eutanásia. Proposta essa que foi recusada pela maioria dos deputados e ainda bem. Assusta-me a ideia de ter uma doença terminal e um medico dizer: olha que é melhor morreres antes que fiques pior, com dores insuportáveis que nenhum medicamento vai poder tirar. Não confio num medico (ou outro profissional de saúde) que defenda a eutanásia porque enquanto há vida, há esperança. 
Dizem os defensores da eutanásia que os médicos não vão desatar a matar pessoas a torto e a direito e cada um tem o direito de fazer o que bem entender com a sua vida. Eu acho que se uma pessoa quiser atirar-se da ponte, está no seu direito. Se quiser tomar um monte de comprimidos, é lá com ela mas... quando uma pessoa está na posse das suas faculdades físicas e mentais e pede ao medico para matá-la, está a passar a sua responsabilidade para outra pessoa. E se o medico não quiser? Vai pedir a outro? E se uma pessoa está em coma, quem vai decidir por ela? os médicos ou os familiares? quantas pessoas ficaram em coma durante meses ou anos e acordaram?
Não tenhamos falsas ilusões. Aborto é assassinar. Eutanásia é assassinar. Palavrinhas diferentes mas o significado é o mesmo: matar. Não, obrigada.

domingo, 13 de maio de 2018

Eurovisão 2018

Já passou...já passou... o festival da bizarrice já acabou!

Podia ter ganho uma balada:

Podia ter ganho uma musica que fala do drama dos refugiados:

Podia ter ganho uma opera:

E porque não o meu preferido?

  Ou este?

Ao melhor cabelo de todo o festival? Cá pra mim, aquilo tem vida própria!

Mas não... a canção vencedora apela ao Eladio Climaco que existe em nós, tamanha a revolta por a vitória ser da pior musica a concorrer. Ganhou a musica galinácea, esquisita, bizarra, pimba de Israel (não vou por aqui para não assustar quem ainda não ouviu).
Ah! E quanto a Portugal? - perguntam vocês. Nada de novo. Ficamos em ultimo. Desta vez acertei nas previsões. Esperem aí que vou fazer um euromilhões e já venho. Aié aié aié...